sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Alimentos puxam inflação oficial em agosto

Agência Brasil
Thais Leitão*

Rio de Janeiro – A alta de 0,37% na inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em agosto foi puxada principalmente pela elevação nos preços dos alimentos. Um mês antes, eles haviam registrado queda de 0,34%, mas voltaram a subir e ficaram 0,72% mais caros. O grupo respondeu por quase metade (45%) da taxa global, conforme dados divulgados na terça-feira 6 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dólar tem sétima alta seguida e fecha no maior patamar desde março.

Moeda norte-americana avançou 1,04%, a R$ 1,6772 na venda.

No mês, valorização chega a 5,32%



O dólar completou o sétimo pregão seguido de alta nesta sexta-feira (9) e anulou as perdas ao longo do ano. O medo de um calote na Grécia e a saída surpreendente de um diretor do Banco Central Europeu (BCE) intensificaram a busca por proteção nesta sexta.
A moeda norte-americana subiu 1,04%, a R$ 1,6772 na venda. Este é o maior patamar de fechamento desde o dia 17 de março, quando a moeda fechou cotada a R$ 1,6860.
Ao longo desta semana, o dólar acumula alta de 2,49%; no mês, a valorização chega a 5,32%. No ano, a divisa, que chegou a ter desvalorização de mais de 7% em julho, agora sobe 0,67%.
Cenário externo
A renúncia de Juergen Stark do conselho executivo do BCE demonstrou aos investidores a divisão dentro do banco sobre o programa de compra de bônus, que tem mantido países como Itália e Espanha capazes de se financiar no mercado ao manter em níveis mais baixos os juros de captação.
Também circularam rumores no mercado global sobre a crítica situação da Grécia, que já recebeu dois pacotes de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, mas não tem conseguido cumprir as metas de controle orçamentário.
"O dólar está ajustando a (o que acontece) lá fora", disse o operador da corretora Renascença, José Carlos Amado.
Se a situação piorar no exterior, o dólar pode alcançar o patamar de R$ 1,70, disse Amado, o que pode até prejudicar o fluxo de dólares ao país, até agora positivo. "O próprio exportador pode ter a percepção de que (o dólar) pode ir para um patamar maior em função do cenário ruim lá fora."
A taxa Ptax , calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6774 para venda, em alta de 1,26%.
Nesta sexta-feira, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,6803.
FONTE: G1